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Paixão Maia

  • 27 de jan. de 2015
  • 1 min de leitura

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Os maias eram fascinados pelas estrelas. Sem telescópios, sustentavam os estudos em observações a olho nu. Mesmo assim, obtiveram desempenho notável em descrever as posições do Sol, da Lua, de Marte e Vênus.

Tanto é que o propalado calendário maia - na verdade, uma conjunção de calendários diferentes, interligados e cíclicos - é muito preciso, embora não se contasse com instrumentos científicos utilizados hoje.

Um ciclo termina na sexta-feira. E outro começa imediatamente: "O tempo para eles era cíclico, portanto nada mais natural do que acabar um e começar outros", explica o historiador Vinícius de Lima Borba. "A crença ainda via essa troca de calendário como uma troca de 'humanidade' - daí dizer que a nossa vai acabar para começar outra".

Os maias chegaram a constituir por volta de 30 calendários, sendo que o calendário que está em destaque no momento é o de contagem longa, que possui um ciclo de 5.125 anos e 132 dias. A maior parte dos cientistas defende que o início do calendário é 3.114 a.C, tendo assim a data zero. Mas, como o pensamento maia era circular e a maior parte de seus calendários também, o ciclo citado aqui também é determinado por essa lógica, demonstrando que nada termina para os maias. Na verdade, o ciclo que se encerra abre um novo ciclo, sendo assim um novo tempo.


 
 
 

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